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Em uma discussão virtual (eMeeting) realizada na manhã desta sexta-feira (26), promovida pela GRI Club Infra e cujo tema foi Reequilíbrio e desestatização no setor portuário brasileiro, o presidente da CODESA, Julio Castiglioni, defendeu a importância de dar à Autoridade Portuária mais liberdade para gerir os negócios portuários, sem os atuais entraves da legislação e dos órgãos judiciais e reguladores.

“Precisamos de uma modelagem de desestatização que dote a Autoridade Portuária de mais liberdade e dinamismo para gerir e tocar os assuntos e os negócios do porto, como acontece nos grandes portos europeus. Se isso não acontecer, o modelo já nasce natimorto. Essa liberdade, por exemplo, não temos na CODESA”, destacou Castiglioni, para completar em seguida: “Aqui no Brasil se discute muito quem é o dono do porto, se a gestão é pública ou privada, enquanto o certo seria a preocupação com a competitividade. O porto, dentro de qualquer modelo, será sempre da sociedade”.

Desconfiança

Segundo o presidente da CODESA, há um elemento cultural que atrapalha o andamento e desenvolvimento do país e, no caso, também do segmento portuário: a desconfiança. “Nas negociações ou contratos, há sempre uma preocupação com proveito pessoal ou de malícia de outra parte, uma ciranda de irracionalidade que faz com que todos percam”, sublinhou.

Para ele, porém, há duas maneiras de as coisas avançarem no setor portuário: mudança na legislação (lei de licitações, concessões, PPP, legislação da ANTAQ, Constituição do Brasil etc.) e mudança de atitude daqueles que julgam processos, ações e proposições pertinentes ao segmento. “Mas não temos todo esse tempo para esperar que isso ocorra. Por isso, precisamos ser mais pragmáticos com o que temos hoje para que as coisas andem. É um desafio, mas só assim impulsionaremos o setor portuário brasileiro”, acrescentou.

Pandemia

De acordo com Julio Castiglioni, a crise sanitária e econômica que assola o país levou a uma queda de 15% na movimentação de cargas neste primeiro semestre no Porto de Vitória, em comparação ao mesmo período de 2019. Entretanto, ele acredita em crescimento no segundo semestre, sobretudo com o aumento na movimentação de fertilizantes, café, contêiner, ferro gusa e malte.

“Houve queda devido à pandemia, mas creio que o pior já passou. A CODESA tem hoje um bom caixa, a partir do saneamento que promovemos e sem causar nenhum impacto negativo à companhia. Fizemos mais com menos. No segundo semestre vamos equacionar o déficit de 15% e fecharemos no azul”, finalizou.

O eMeeting foi conduzido pelo advogado Bruno Aurélio e teve ainda como debatedores: Diogo Piloni, secretário Nacional de Portos e Transportes Aquaviários do Ministério da Infraestrutura; Fernando Biral, presidente do Porto de Santos; Thiago Caldeira, secretário do Programa de Parcerias e Investimentos (PPI); e Eduardo Costa, do Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES).

 

Coordenação de Comunicação da CODESA

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