História do Porto

A história portuária do Espírito Santo tem sua origem no crescimento da cultura cafeeira na Província do Espírito Santo, a partir de 1870, tornou saturado o Porto de Itapemirim, então utilizado para o escoamento agrícola, essencialmente de cana de açúcar. Como alternativa, foram previstos embarques em outro atracadouro, denominado Cais do Imperador, na parte sul da Ilha de Vitória. Em 28 de março de 1906, o governo federal autorizou à Companhia Porto de Vitória (CPV) a implantação de novas instalações no mesmo local, ficando a cargo da empresa C. H. Walker & Co. Ltd. a execução 1130 metros de cais. As obras, no entanto, foram interrompidas em 1914. A União encampou a concessão dada à CPV e transferiu-a ao governo estadual pelo Decreto n.º 16.739, de 31 de dezembro de 1924, tendo sido a construção do porto retomada no início de 1925. Sua inauguração ocorreu em 03 de novembro de 1940, assinalando o começo do atual complexo portuário.

Já nos anos 40, foram construídas as instalações de embarque da CVRD, no morro do “Péla Macaco” em Vila Velha, hoje totalmente desativadas e entregues a CODESA. Na mesma época teve início a construção do Terminal de Granéis Líquidos, também em Vila Velha. Nesta mesma época foram ainda construídas as instalações do Cais de Paul (Usiminas e CVRD), também localizadas em Vila Velha.

Na década de 50 foram construídos os demais berços do Cais Comercial de Vitória, berços 101 e 102. Na década de 60 foi construído o Pier de Tubarão e na década de 70 o Cais de Capuaba e os Portos de Barra do Riacho e Ubu. Por fim, na década de 80, foi construído o Porto de Praia Mole, constituindo-se, assim, no Complexo Portuário do Espírito Santo, um dos mais importantes do Brasil, pela diversidade e volume de cargas transportadas.  É alimentado por um bom nível de infraestrutura de transportes ferroviário, rodoviário e marítimo, exercendo substancial influência na economia do Estado do Espírito Santo e do País, e integrando-se, de forma marcante, à sua hinterlândia.

A COMPANHIA DOCAS DO ESPÍRITO SANTO - CODESA, Empresa Pública Federal, que se constitui na Autoridade Portuária do Espírito Santo, cuja jurisdição abrange os seguintes Terminais, públicos e arrendados:

- Cais Comercial de Vitória – Berços: 101, 102, 103 e 104 com calado entre 4,0 e 8,50 metros. Operando com carga geral, açúcar, granito, produtos siderúrgicos, concentrado de cobre, equipamentos e acessórios para prospecção de petróleo e gás, nos seus 04 (quatro) berços com 710,6 metros de comprimento. Possui infraestrutura e serviços especializados para uma variedade de demandas do mercado de petróleo e gás offshore durante a prospecção, perfuração e exploração. O Cais Comercial encontra-se em obras de ampliação, ganhando mais 100 metros de comprimento e 20 metros de área de pátio, cujo término é previsto para o final de 2012.

- Cais de Capuaba (Vila Velha) -  Possui 01 Terminal Arrendado, o TVV - Terminal de Vila Velha, com 02 (dois) Berços: 203 e 204, com 447,41 metros de comprimento, especializados na movimentação de Contêineres, operando também navios roll-on roll-off (veículos), granito e cargas gerais,  e um Terminal Público, com 02 (dois)  Berços: 201 e 202, com 407,13 metros, que operam produtos agrícolas, carga geral, granéis sólidos, produtos siderúrgicos, automóveis, máquinas e equipamentos, granito em blocos e também equipamentos e acessórios para prospecção de petróleo e gás. Ambos têm acesso ao sistema rodo-ferroviário.

- Cais de Paul - É constituído por 02 (dois) berços que, juntos, possuem 420 metros de comprimento e 10,67 metros de calado. O Berço 206, no qual opera o Terminal Portuário Peiú S/A, tem 260 metros de extensão e é especializado na movimentação de granéis sólidos, carga geral e veículos;  o Berço 905, com 160 metros, é um Cais Público com acesso ferroviário que opera ferro gusa.

- Terminal Flexibrás – Berço 906. Especializado para embarcações de apoio offshore, com condições para atracar navios de até 140 metros de comprimento. É um Terminal Industrial arrendado à empresa TECHNIP, onde produz tubos flexíveis destinados às atividades de exploração de petróleo e gás.

- Terminal de Granéis Líquidos de São Torquato – Berço 902. Destinado à movimentação de derivados de petróleo e álcool, podendo receber navios até 145 metros, com calado máximo de 6,71 metros.

- Dolfins de Atalaia – Berço 207.  É um terminal destinado às operações com granéis líquidos, capaz de receber navios de até 180 m.

- Terminal da ZEMAX – Berço – 909, com calado de 5,0 metros, é utilizado nas atividades de apoio às operações de exploração de petróleo e gás.

- CPVV – Cia Portuária Vila Velha – Berço 903 com 285 m de extensão, especializado nas atividades de apoio às operações de offshore.

- Porto de Barra do Riacho - porto público, que abriga dois terminais privados:         1- Portocel, especializado na movimentação de celulose e madeira, de propriedade da empresa Fibria Celulose S.A, cujos Berços 920, 921, 923, 925 e 926 são especializados na movimentação de celulose e o Berço 924  utilizado na  movimentação de madeira; 2- Terminal da Petrobras (Transpetro), para movimentação de gás  e c5+. Nos limites da poligonal do Porto, a CODESA detém uma área de 50 hectares de terras para fins de arrendamento.

- Porto de Praia Mole – Possui infraestrutura pública de proteção e acesso aquaviário. Conta com 02 (dois) terminais privados, um para movimentação de produtos siderúrgicos, Berços nº 930, 931 e 932 para produtos siderúrgicos e 933/ 934 operados pela VALE, para carvão mineral. Os terminais têm acesso ao sistema ferroviário.
O Porto de Vitória oferece infraestrutura para que os operadores portuários, agentes e armadores possam executar suas atividades com eficiência e agilidade, com áreas disponíveis para diversas finalidades.

O Porto de Vitória conta com uma estrutura consolidada para atendimento às embarcações offshore, com serviços de apoio de várias empresas nas áreas de operação, ambiental, abastecimento, suprimentos, equipamentos, entre outras, além de dispor de áreas para montagem e armazenamento de peças e equipamentos do mercado de petróleo e gás.

(Fonte: Coordenação de Planejamento de Desenvolvimento do Porto de Vitória – COPLAD)

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