O presidente da CODESA, Julio Castiglioni, participou do seminário “Desestatização de Portos de Interesse Público do Brasil”, realizado pelo Congresso Internacional de Desempenho Portuário (Cidesport), durante esta terça-feira (13), com a participação de diversas autoridades portuárias do país. A mediação foi da professora Sandra Rolim Ensslin e o painel realizado às 14h, transmitido ao vivo pelo YouTube

A abertura do painel ficou a cargo do diretor da Associação Brasileira das Entidades Portuárias e Hidroviárias (ABEPH), Marcelo Salles, que destacou a importância da desestatização dos portos para a economia do país. "Enquanto os portos públicos precisam de 15 meses para concluir um processo de arrendamento, os privados gastam menos de um ano".

O presidente da CODESA, Julio Castiglioni, foi o segundo a falar. Destacou que desde o início de sua gestão já defendia o modelo landlord como ideal para a gestão do porto. Mas, explicou que não se pode importar, na íntegra, a modelagem utilizada nos portos de Roterdã (Holanda) e Antuérpia (Bélgica), por exemplo. "No Brasil, não é possível querer implantar o modelo exato desses grandes portos, pois não é garantia de que isso irá funcionar. O que podemos fazer é buscar inspiração nesses bons modelos, identificar o que funciona, e com muito respeito às peculiaridades e cultura locais, implantar o modelo private landlord no Porto de Vitória”, explica Castiglioni. 

O evento contou, ainda, com a participação do diretor da Associação dos Terminais Portuários (ATP), Murilo Barbosa, que afirmou que desde o início das discussões sobre desestatização de portos, a entidade vem se preocupando com os debates sobre a melhor modelagem. Encerrando o painel, o superintendente do Porto de Itajaí, Fábio da Veiga, fez uma breve apresentação sobre os resultados obtidos pelo porto catarinense. 

Coordenação de Comunicação da CODESA

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