Em entrevista na tarde desta terça-feira, 13, à Rádio CBN Vitória, o presidente da CODESA, Julio Castiglioni, destacou que a desestatização da empresa e as concessões dos terminais portuários irá dobrar a movimentação de cargas, no Porto de Vitória, para 14 milhões de toneladas anuais. O motivo: a agilidade para a realização de projetos que a iniciativa privada possui, em contraponto com a burocracia e a lentidão enfrentadas pelos órgãos públicos.

Castiglioni informou, ainda, que o leilão para a venda da CODESA deverá ser realizada entre os meses de setembro e outubro deste ano. O jornalista Fábio Botacin, do programa CBN Cotidiano, quis saber se o futuro comprador da empresa também levará os terminais portuários. O presidente da Companhia explicou: “Quem comprar a CODESA, vai administrar todo o complexo portuário. Mas o ativo será concedido, não vendido”. O prazo do contrato para ambos os casos será de 35 anos.

O choque de gestão que vem sendo dado desde 2019, já preparando a empresa para o novo momento, começa a apresentar resultados. Depois de anos fechando no prejuízo, em 2020 a CODESA registrou um lucro de R$ 29,5 milhões. Resultados positivos também foram registrados na movimentação de cargas em 2019 e 2020, quando o volume ficou em torno de 7 milhões de toneladas, cada ano, representando os melhores desempenhos desde o fim do Fundap, no final de 2012.

Contribuições

Realizada pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) no início de fevereiro deste ano, a Audiência Pública que ouviu o segmento empresarial, governo do estado, sindicalistas, trabalhadores e sociedade em geral recebeu muitas contribuições para o modelo de exploração, conforme será destacado no Edital a ser lançado. Uma delas é sobre a exploração do porto.

Segundo Castiglioni, os atuais contratos de arrendamento serão respeitados, ao mesmo tempo que o futuro concessionário da Autoridade Portuária terá liberdade para promover o arrendamento das áreas ociosas, que hoje são em torno de 1 milhão de m², considerados os portos de Vitória e Barra do Riacho, em Aracruz.

Para Castiglioni, o espaço ocioso dos portos precisa ser ocupado com investimentos para atração de cargas. “O porto tem um papel econômico, mas, sobretudo, uma importância social muito grande, e precisa de investimentos e projetos que garantam emprego e renda”. Para a desestatização da CODESA e concessão dos terminais, a previsão é de investimentos na ordem de R$ 1 bilhão e 300 milhões em 35 anos, valor que pode ser ampliado.

 

Coordenação de Comunicação da CODESA

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