No início deste mês, a Capitania dos Portos do ES liberou a retomada das manobras-teste para exploração do calado de 12,5m no Canal de Vitória. Isso significa que, com o aumento do calado, navios poderão entrar ou sair com maior volume de carga, possibilitando mais capacidade operacional e competitividade ao Porto de Vitória e aos parceiros portuários. Segundo estimativas, o novo calado vai reduzir em até 10% o valor do frete marítimo e em até 20% os custos logísticos.

Para falar do impacto do aumento do calado em seus negócios, perguntamos aos parceiros portuários sobre essa nova fase do Porto de Vitória, que possibilita mais ganhos operacionais e competitividade. Confira as respostas:

Peiú: “O aumento do calado do Porto de Vitória amplia o nosso alcance e capacidade de atendimento, possibilitando o recebimento de embarcações de maior porte e volumes tornando o nosso porto mais competitivo em relação às outras estruturas portuárias. O aumento (do calado) gera impacto positivo para nossos atuais clientes, uma vez que poderão trazer maior volume por embarcação, reduzindo seu custo de afretamento marítimo. Da mesma forma, conseguiremos desenvolver clientes e cargas potenciais cujo limitante era o calado/volume máximo, seja em operação de embarque ou desembarque”. Givago Valente de Azevedo, gerente Comercial do Terminal Peiú.

Sindiex: “Como entidade, queremos um ambiente favorável e competitivo para nossos associados, e defendemos uma área portuária com excelência de serviços e alta produtividade. O aumento do calado do Porto de Vitória é um pleito antigo do Sindiex, que vai permitir a chegada de navios de maior porte, aumentando as rotas e a oferta de serviços, gerando competitividade para o Espírito Santo e para as empresas importadoras e exportadoras”. Sidemar Acosta, presidente do Sindiex.

Centrorochas e SindiRochas: “A possibilidade de navios operarem com maior calado no Porto de Vitória, oportunidades de melhor aproveitamento da capacidade das embarcações que hoje aqui já operam, mas com restrições, e mesmo novas operações, uma melhoria no fluxo de nossas exportações poderá ser alcançada. Temos um enorme potencial e precisamos somar todos os esforços possíveis para a melhoria de nossa logística, o que certamente terá reflexos na competividade de nossas empresas e produtos”. Celmo de Freitas, diretor executivo do Centrorochas e Diretor do SindiRochas.

Sindamares: “A efetivação do calado em 12,5m tornará o Porto de Vitoria mais competitivo, culminando no recebimento de navios maiores e de maior capacidade de carga, consequentemente, gerando um crescimento na movimentação de cargas no Porto de Vitoria. O calado maior poderá também aumentar o número de escalas, uma vez que navios de maior porte poderão operar no Porto de Vitoria, trazendo mais cargas, gerando mais empregos e recolhimento de tributos, beneficiando o Estado do Espírito Santo, município, empresas operadoras do comércio exterior capixaba e trabalhadores”. Leandro Igor Cordeiro, gerente executivo do Sindicato das Agências Marítimas do ES.

Findes: “O aumento do calado do Porto de Vitória dos atuais 10,67m para 12,5m irá proporcionar a possibilidade de elevação dos volumes de escória granulada de alto-forno por embarque, migrando das aproximadamente 40kt para 50kt por embarque, o que traduzirá em uma considerável melhora na competitividade em função do ganho em escala e de uma maior disponibilidade/oferta de navios tipo no mercado. Além disso, temos benefícios em outras operações de produtos, reduzindo a restrição dos navios e, consequentemente, trazendo maior competitividade”. Gustavo Barbosa, presidente do Conselho Temático de Infraestrutura e Energia (Coinfra) da Findes.

 

Histórico

Os serviços de dragagem de manutenção do canal de acesso, bacia de evolução e berços de atracação do Porto de Vitória tiveram início em dezembro passado, sendo concluídos em março. O volume dragado foi de 400.000 m³ e custaram cerca de R$ 15 milhões aos cofres da CODESA. As manobras-teste começaram no dia 7 de julho com entrada de 10,67m e saída de 11,51m a 12m. São estimados ganhos de até +15.000 t de carga geral e granéis e um potencial de +1.500 TEUS para navios de contêiner.

Coordenação de Comunicação da CODESA

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